Raquel
Raquel nasceu em Lisboa, Portugal, em 1980.

Trabalha na Comissão Europeia na unidade político-jurídica da Direcção-geral Assuntos Internos responsável pelo desenvolvimento e gestão de sistemas informáticos de grande escala no chamado "espaço de liberdade, segurança e justiça". Estes sistemas, entre os quais o Sistema de Informação Schengen de segunda geração (SIS II) e o Sistema de Informação sobre Vistos (VIS) assumem um especial destaque, constituem um elemento essencial para assegurar o bom funcionamento de um espaço Europeu sem fronteiras internas. Como estes são projectos realizados em estreita parceria com os Estados-Membros, contactos com os seus representantes são frequentes e os debates nos respectivos grupos de trabalho do Conselho são geralmente bastante enriquecedores.

"Após ter concluído a licenciatura em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa e ter feito a agregação à Ordem dos Advogados, decidi frequentar uma pós-graduação em Estudos Europeus em Paris dado que sempre tive um interesse especial por temas relacionados com a construção e integração Europeias. Alguns meses depois realizei um estágio na Direcção-geral Relações Externas da Comissão Europeia. Foi uma experiência única, não só pelo ambiente internacional e multi-cultural que caracteriza a Comissão, mas pelo facto de ter tido a oportunidade de trabalhar com pessoas das mais diferentes áreas e em temas simultaneamente variados e interessantes. Depois deste estágio, trabalhei como Assessora em Assuntos Europeus do Embaixador da Austrália em Lisboa durante a Presidência Portuguesa da União Europeia em 2007 e como "Researcher" em Políticas Europeias na Missão da Austrália junto da União Europeia em Bruxelas. Em 2010, comecei a trabalhar na Direcção-geral dos Assuntos Internos da Comissão Europeia onde uma vez mais tenho a sorte de poder realizar um trabalho bastante versátil quer a nível político, quer a nível jurídico. No mesmo dia posso ter que preparar um discurso para a Comissária Malmström ou uma comunicação sobre os mais recentes desenvolvimentos políticos dos nossos projectos, e lançar um concurso público a nível europeu para a aquisição de material informático essencial ao funcionamento dos sistemas pelos quais somos responsáveis. 

Não são muitos os locais onde podemos ter uma experiência profissional a este nível, trabalhar com colegas vindos dos mais variados pontos da Europa e ao mesmo tempo saber que, de alguma forma, estamos a contribuir para o desenvolvimento do projecto Europeu."

2012-03-13