Jorge Vitorino
Jorge, nasceu em Figueiró dos Vinhos, em 1972.

É funcionário da Comissão Europeia desde 2000 onde trabalha na área de política comercial na Direção Geral do Comércio.

O primeiro contacto do Jorge com a Comissão Europeia foi através do Colégio da Europa em Bruges onde, depois de ter tirado um Master em economia europeia, trabalhou como investigador do Colégio em projetos da Comissão na área do mercado interno, em particular nos mercados públicos.

"Durante 7 anos fiz investigações anti-dumping" diz, explicando que se trata de investigações semelhantes a auditorias a empresas que exportam para a União Europeia e que são acusadas pelos produtores europeus de concorrência desleal. "Permitiu-me visitar imensos países e ter um contacto muito direto com a realidade empresarial cada vez mais global", acrescenta.

A política comercial é uma competência exclusiva da União Europeia pelo que qualquer negociação comercial é efectuada pela Comissão Europeia. Em 2007, o Jorge foi destacado por 4 anos para a representação da União Europeia junto da Organização Mundial do Comércio em Genebra. "Foi uma experiência única. Negociar com os representantes de dezenas de países em nome dos 27 estados membros e defender os interesses comerciais europeus. É algo que só se pode fazer trabalhando na Comissão. Claro que é exigente e de grande responsabilidade mas a Comissão não trabalha sozinha. Temos reuniões regulares com representantes dos estados membros para discutir propostas, posições e detalhes técnicos para que a nossa posição seja mais robusta".

"Após quase 12 anos na Direção Geral do Comércio continuo entusiasmado como no primeiro dia.

Atualmente trabalho na unidade de coordenação e relações com as outras instituições o que me obriga a seguir as diferentes negociações de acordos comerciais que a Comissão leva a cabo e a contactos constantes com os estados membros e com o Parlamento Europeu defendendo as propostas da Comissão para que sejam aprovadas. Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa a União passou a ter também competência exclusiva na área de investimento direto estrangeiro. São novos desafios para quem trabalha na Comissão."

17-02-2012