João (Espinho 1972)
João, nasceu em Espinho, Portugal, em 1972.

Trabalha na Comissão Europeia na definição de políticas na área das alterações climáticas, bioenergia e florestas da Direção Geral de Agricultura.
 
“Trabalho na Direção Geral de Agricultura no serviço responsável por seguir estas áreas o que compreende trabalhar em estreita colaboração com as Direções gerais do Ambiente e Alterações Climáticas bem como outros serviços transversais da Comissão Europeia. O meu trabalho permite também uma grande interação com o mundo científico quer através do serviço de investigação da Comissão Europeia (JRC), quer instituições privadas e universidades. As minha funções consistem em elaborar e transpor o resultado da pesquisa para o mundo politico, fundamentar trabalho da Direção Geral da Agricultura nesta área, acompanhar as negociações internacionais na área do clima ou participar no processo de reforma da PAC.
 
Após o ensino secundário numa escola agrícola em Santo Tirso frequentei o curso de Engenharia Agrícola, na Universidade dos Açores, mas ainda sem uma perspetiva europeia. Foi durante o estágio final do curso, efetuado no Centro Jacques Delors em Lisboa, que as primeiras ideias surgiram.
 
O meu primeiro contacto com a Comissão Europeia foi o estágio na Direção Geral de Agricultura na área das Regiões Ultraperiféricas e dos programas POSEI. Esta foi a primeira oportunidade de ver o funcionamento da máquina comunitária por dentro e o despertar do interesse por esta área de trabalho. Seguiu-se o regresso a Portugal e o trabalho durante 5 anos no antigo Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA) na área das frutas e legumes, mantendo sempre alguma ligação comunitária, nomeadamente através da participação nos Comités de gestão do setor e da gestão de uma ajuda comunitária para o setor. 

Mas o interesse pela UE era crescente e pelo meio frequentei uma pós graduação em estudos europeus no Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, que me permitiu adquirir uma visão mais consistente do processo de integração europeu. 

Passei um concurso de ingresso na área agrícola e em 2005 comecei a trabalhar na DG Agricultura na área dos mercados, fixação de ajudas, fixação de restituições à exportação, gestão de contingentes de importação ou gestão de alguns mecanismos de intervenção nos mercados como o armazenamento privado de carne de porco ou de azeite foram parte do trabalho regular até à mudança para a área das alterações climáticas em 2009.

Gosto de acreditar que faço parte do processo de construção e integração europeu e que contribuo diariamente para a construção de politicas da União Europeia.”

2012-01-31